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16 novidades literárias de março que não vai conseguir largar

Suspense, mistérios no Vaticano, romance, memórias de coragem e a odisseia das línguas. Descubra as sugestões da NiT.

“Às vezes, a única forma de recuperar uma obra-prima roubada é voltar a roubá-la.” Esta premissa de “A Obra-Prima” marca o tom do 25.º volume da saga de Gabriel Allon, criada por Daniel Silva, filho de pais açorianos que emigraram para os Estados Unidos. Este thriller de espionagem é um dos destaques entre as novidades literárias de março e chega às livrarias no dia 5.

Considerado um mestre do suspense contemporâneo, nesta nova aventura, o escritor de 65 anos coloca o seu protagonista num cenário onde o crime e o sagrado se cruzam de forma perigosa. Allon, o lendário restaurador de arte e antigo espião, é chamado para uma missão quase impossível: recuperar um quadro de Leonardo da Vinci desaparecido há mais de um século dos depósitos dos Museus do Vaticano.

O desaparecimento é um segredo de Estado, mas a descoberta de um cadáver sem rosto em Veneza liga o roubo a uma intriga muito mais profunda. Em “A Obra-Prima”, Silva explora a ganância do mercado internacional de arte e a corrupção institucional, recorrendo a “uma narrativa com um ritmo frenético”.

Ao contrário do que se poderia esperar de um autor que escreve sobre tecnologia e técnicas de espionagem moderna, o processo criativo de Daniel Silva é profundamente tradicional e orgânico. O norte-americano escreve os seus primeiros rascunhos inteiramente à mão, utilizando lápis e blocos de papel amarelo (os famosos legal pads).

Daniel Silva é autor de vários bestsellers internacionais.

Silva defende que este método o ajudar a estabelecer uma ligação mais direta entre o pensamento e a palavra, obrigando-a a uma reflexão mais pausada do que a rapidez da escrita num teclado permite. Só depois de ter o esqueleto da história no papel é que transfere o texto para o computador. Esta “disciplina artesanal”, aliada a uma rotina de trabalho rigorosa (escreve sete dias por semana e começa cedo pela manhã), é o segredo por detrás dos seus livros traduzidos em mais de 30 línguas.

A relação de Daniel Silva com Portugal não é apenas literária, é pessoal e profunda. O escritor já revelou publicamente esta paixão em diversas entrevistas e apresentações de livros no nosso País, sublinhando que é o seu “lugar feliz”.

Esta ligação tornou-se evidente quando o autor escolheu Lisboa e o Algarve como cenários centrais de obras como “A Casa do Espião” (2017). Silva confessou que a sua primeira visita a Portugal resultou num “amor à primeira vista”, o que o levou a comprar uma casa no Algarve, onde passa longas temporadas. A luz e a hospitalidade do nosso País não são apenas fontes de inspiração; Silva confessa que se sente “em casa” assim que aterra em Portugal. 

Daniel Silva publicou o seu primeiro livro, “The Unlikely Spy” (“O Espião Improvável”, em português) em 1996. Antes de se dedicar inteiramente à escrita, fez carreira no jornalismo. Começou como correspondente de guerra no Médio Oriente para a United Press International (UPI), e, mais tarde, foi produtor executivo de programas de debate político na CNN. Durante este período profissional de proximidade aos bastidores do poder, Daniel Silva foi uma testemunha privilegiada dos conflitos e as tensões que mais tarde serviriam de matéria-prima para os seus livros.  

No entanto, há muitas outras histórias a chegar às livrarias este mês. Entre romances, mistérios, livros do género Young Adult e de não ficção, todo o tipo de leitores tem novidades a chegar às prateleiras. 

Carregue na galeria para descobrir 16 novidades literárias de março.

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