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100 anos de Marilyn Monroe. Estas produções do streaming mostram a sua vida real

Disponíveis na Netflix e Prime Video, os projetos mergulham nos bastidores da fama e da vida pessoal da atriz que celebraria o aniversário esta segunda-feira.

100 anos depois do nascimento de Marilyn Monroe, que se celebram esta segunda-feira 1 de junho, continua a haver novas formas de contar a sua história. Entre uma investigação sobre a sua morte, um documentário que desmonta mitos e um drama psicológico protagonizado por Ana de Armas, há três produções no streaming que mostram diferentes lados da mulher real que deu origem a um dos maiores ícones de sempre de Hollywood. 

A produção mais reveladora é provavelmente “Reframed: Marilyn Monroe”(2021), disponível no Prime Video. A série documental da CNN, narrada pela atriz Jessica Chastain, procura contrariar a imagem simplista que durante décadas definiu a lenda do cinema. Em vez da “loira burra” ou da vítima permanente de Hollywood, apresenta um perfil de uma mulher ambiciosa, inteligente e bastante mais influente do que muitos fãs imaginam.

Ao longo de quatro episódios, a série acompanha a transformação de Norma Jeane em Marilyn Monroe, a forma como enfrentou escândalos públicos, os conflitos com os grandes estúdios e a decisão de criar a própria produtora numa época em que poucas mulheres tinham esse tipo de controlo sobre a carreira. Também explora a sua passagem pelo Actors Studio, em Nova Iorque, e a luta constante para ser reconhecida como atriz dramática — e não apenas como um ícone de beleza.

A abordagem à sua vida é bem diferente em “Blonde” (2022), disponível na Netflix. Realizado por Andrew Dominik e protagonizado por Ana de Armas, o filme não pretende ser uma biografia rigorosa. Trata-se, sim, de uma adaptação do romance de Joyce Carol Oates, que mistura acontecimentos reais com ficção, para construir um retrato psicológico da personagem.

Aqui, o foco está sobretudo na divisão entre Norma Jeane e Marilyn Monroe. O filme retrata os traumas, os medos e os fantasmas da mulher por trás da figura pública, explorando temas como a fama, a solidão, a exploração mediática e a procura constante por afeto. O resultado é um drama intenso e por vezes perturbador que gerou uma enorme discussão quando estreou no cinema.

Ainda assim, a produção valeu a Ana de Armas uma nomeação ao Óscar de Melhor Atriz. Adrien Brody, por sua vez, interpreta a personagem de Arthur Miller, escritor, dramaturgo e ex-marido de Marilyn Monroe.

Já quem prefere histórias reais e investigações credíveis, pode optar por “O Mistério de Marilyn Monroe: Imagens Inéditas” (2022), que também está disponível na Netflix. Neste caso, o foco aponta exclusivamente para os últimos dias da vida da atriz e as circunstâncias da sua morte, em agosto de 1962.

O documentário utiliza centenas de gravações de áudio recolhidas pelo jornalista Anthony Summers durante a investigação para a biografia “Goddess”. Através dos testemunhos de amigos, colegas de trabalho, médicos e pessoas próximas, a produção reconstrói os acontecimentos que antecederam a morte da estrela e questiona alguns aspetos da versão oficial.

Grande parte da narrativa centra-se também na relação de Marilyn com John F. Kennedy e Robert Kennedy, bem como no impacto político que qualquer escândalo envolvendo a atriz poderia ter tido nos Estados Unidos durante a Guerra Fria. O documentário não apresenta respostas definitivas, mas sugere que poderá ter existido um encobrimento das circunstâncias exatas da morte para proteger figuras influentes da época.

Apesar de partirem da mesma pessoa, as três produções contam histórias bastante diferentes. “Reframed: Marilyn Monroe” apresenta a mulher que tentou desafiar Hollywood. “Blonde” mergulha nos traumas e nas inseguranças por trás do mito. E “O Mistério de Marilyn Monroe: Imagens Inéditas” procura esclarecer uma das mortes mais debatidas do século XX. 

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