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TrüSka: a marca de estampagem da oeirense que criou um mercado para artistas

A oeirense Patrícia Santos é designer, empreendedora e dedica-se a promover os símbolos icónicos do nosso País.
Patrícia Santos num mercado.

Patrícia Santos tem 44 anos e vive, por engano, em Cascais. “Morei toda a minha vida em Oeiras e, quando fiz a minha última mudança, vim para a Quinta da Bela Vista. Isto fica mesmo em frente da escola que pertence a Oeiras, mas só depois de me mudar é que percebi que, sem querer, vim parar ao concelho de Cascais, não gostei muito [risos]”, conta à New in Oeiras.

A oeirense de nascença é designer e apaixonou-se pelo processo de estampagem em Évora. “Tirei design no IADE e candidatei-me a um estágio nacional. Fui parar a Évora e foi nessa cidade que tive o meu primeiro contacto com a estampagem. Fiquei lá três anos e depois, as saudades do mar, fizeram-me regressar a Oeiras.”

Comprou uma máquina de estampagem em segunda mão, a mesma que utiliza ainda hoje, e começou a fazer T-shirts como hobby. “Comprava os desenhos através de um catálogo. Até que um dia pensei, mas se sou designer, porque é que não faço os meus próprios desenhos?”

Foi aí que decidiu dedicar-se a 100 por cento à sua marca, a TrüSka. “O meu primeiro trabalho foi o coração português [a sua interpretação do coração de Viana], seguiram-se o elétrico 28, e o de Sintra.”

Em 2011, criou um mercado de bairro onde juntou dez marcas escolhidas por si, de artesanato urbano e design, que viria a decorrer mensalmente até 2015. “Foi só agora, com a pandemia, que decidi ressuscitar o mercado. Percebi que estávamos todos a precisar de mercados onde vender, e escolhi a Quinta da Alagoa [Carcavelos].”

Acontecem no segundo e quarto fins de semana de cada mês, mas a última edição foi cancelada devido às restrições impostas pelo governo para conter a pandemia. “Nós começamos às 10 horas, se as pessoas têm de estar em casa às 13, deveríamos desmontar ao meio-dia. Duas horas não compensa”, lamenta.

Porém, o projeto Artistas no Bairro tem uma vertente online. Através das redes sociais (Facebook e Instagram), todas as marcas que já participaram neste mercados são divulgadas. Há marcas de ilustração, joalharia, acessórios, bijuteria, e muito mais. É também nas redes sociais que se podem saber as datas das próximas edições.

Além das T-shirts, camisolas, bonés, sacos, bodies para bebés, e até máscaras de proteção, vendidas na loja online, Patrícia Santos é a responsável pelas esculturas com os nomes Lisboa, Oeiras e Évora. As duas primeiras, feitas em esferovite, já não existem, a não ser em fotografias. Quanto a Évora, as letras em acrílico ainda se encontram ao ar livre na cidade.

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