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Sara Sampaio mostra como as poses mudam a forma do corpo (e é notícia em todo o mundo)

A supermodelo portuguesa de 29 anos fez um vídeo que soma milhões de visualizações.
Tem 29 anos.

O nome de Sara Sampaio é conhecido um pouco por todo o mundo, mas isso não impede a supermodelo de dar a sua opinião sobre temas mais polémicos. Recentemente, na altura das eleições presidenciais em Portugal, assumiu a sua posição contra André Ventura. Na sexta-feira, 12 de fevereiro, fez uma publicação que poucas pessoas que trabalham com a imagem teriam coragem de mostrar.

Através de um vídeo, a modelo natural do Porto surge em biquíni a executar diferentes poses. O objetivo passou por provar que existem posturas que realçam mais a elegância do corpo do que outras, e que uma pose pode mesmo mudar a aparência do corpo. 

O vídeo, que é um desafio da rede social TikTok, evidencia as curvas mas também algumas gorduras no corpo do anjo da Victoria’s Secret. Até ao momento, soma milhões de visualizações.

“Sejam gentis com as pessoas e com vocês mesmos e, por favor, parem de comentar as mudanças nos corpos das pessoas. Com amor, Sara”, escreveu na legenda da publicação que divulgou junto dos seus mais de 7,6 milhões de seguidores no Instagram e mais de 380 mil no TikTok.

A partilha da modelo de 29 anos recebeu milhares de elogios, entre eles de nomes bem conhecidos como Gracie Carvalho, Paris Hilton ou Chloé Loyd. Também o manequim e comentador do “Big Brother” Luís Borges, que é um dos melhores amigos de Sara Sampaio deixou um comentário: “É por isto que eu te amo tanto.”

“Meu Deus, não fazes ideia do quanto eu precisava disto agora (embora estejas fantástica em todas as poses)”, disse uma seguidora. “Adorei a coragem desta publicação. Vens mostrar que ninguém é perfeito e que temos de nos aceitar tal como somos porque somos todos lindos”, escreveu outra.

No entanto, se houve quem aplaudisse o facto de a supermodelo mostrar aquilo que muitos consideram imperfeições sem vergonhas ou receios, também surgiram críticas. “As pessoas estão mesmo a chamá-la de corajosa por contorcer o seu corpo magro para fazer sobressair uma gordura? Não aguento isto”, pode ler-se num dos comentários.

Sara Sampaio escolheu especificamente esta frase e respondeu. “Eu não estava a tentar ser corajosa. Quanto muito estava a sentir-me insegura e vi uma rapariga fazer este vídeo e senti-me melhor”, disse, acrescentando que também ela quis fazer alguém sentir-se melhor.

“Tenho consciência de que tenho de me lembrar que tenho de encolher a barriga porque me sai naturalmente. Mas, de qualquer maneira, o meu corpo, todos os corpos… O que quero dizer é que todos os corpos fazem isso. Não podemos comparar os nossos corpos a outros”, continuou.

Em resposta a alguém que disse que não notava diferenças de umas poses para outras, Sara explica que não teve intenção de que numa pose está bem e na outra não. Quis apenas transmitir que também tem inseguranças e que o corpo muda ao longo do dia, seja por comer massa ou estar no ciclo menstrual. 

O vídeo de Sara Sampaio está a ser notícia em todo o mundo, incluindo na “Vanity Fair” e no “La Vanguardia”. Todos eles elogiam a coragem da estrela internacional para mostrar que também tem inseguranças.

Não é a primeira vez que a modelo portuguesa, que é o rosto do anúncio da mais recente fragrância da Michael Kors, fala de temas menos comuns nas redes sociais, Em 2018, revelou na sua conta de Instagram que sofre de tricotilomania desde a adolescência, uma doença mental que a leva a arrancar os pelos das próprias sobrancelhas. As falhas que esta compulsão acabou por causar, disse, ficaram para sempre e são disfarçadas com um pincel de maquilhagem. 

“Começou quando tinha cerca de 15 anos. Eu tirava pelos das pestanas e quase imediatamente depois passei para as sobrancelhas. Já não puxo as pestanas e tenho tirado das sobrancelhas desde então. Os episódios são piores quando estou sob muito stress ou quando não estou a fazer nada, como a ver televisão ou a ler um livro”, continuou.

Em julho de 2020, gravou um vídeo sobre saúde mental. Nele, falou sobre ataques de pânico, ansiedade e depressão, temas que considera cada vez vê mais urgentes face ao isolamento imposto pela Covid-19.

“A primeira vez em que falei abertamente sobre os meus próprios problemas, foi quando comecei a ter ataques de pânico”, disse, acrescentando: “Eu estava na Semana de Moda de Paris e falei abertamente com os meus fãs sobre como era complicado estar no meio de multidões, porque tinha ataques de pânico quando estava rodeada por muitas pessoas”.

“Começou a ser muito difícil para mim trabalhar, mas ainda bem que estou rodeada de pessoas que me amam”, disse na altura, afirmando que o seu agente e os amigos procuraram ajuda para que fosse acompanhada.

Neste mesmo vídeo, Sara Sampaio reforçou que é essencial quebrar o estigma, não só em torno da saúde mental, como da psicologia ou psiquiatria. 

“Os medicamentos ou uma consulta no médico podem salvar vidas. Não existem razões para ter vergonha de ir a uma consulta de psiquiatria, fazer terapia ou pedir ajuda”, desabafou.

E continuou: “Se fazemos consultas de rotina todos os anos, porque não haveríamos de garantir que está tudo bem com a nossa mente diariamente? Quer dizer, usamos o nosso corpo todos os dias, usamos as nossas mentes todos os dias e, com tudo o que está a acontecer no mundo, é normal que os nossos cérebros ‘fritem’, por vezes. O mundo está tão caótico que, por vezes, não sabemos como lidar com isso e precisamos de cuidar de nós próprios. Não é preciso ter vergonha de pedir ajuda. Não é preciso ter vergonha de o admitir.”

Também nessa altura, a modelo criticou uma capa da revista “Vogue” portuguesa sobre saúde mental, em que a modelo Simona Kirchnerova posa numa banheira daquilo que parece ser um hospital psiquiátrico do século XX. De cada um dos lados tem duas enfermeiras que aparentam estar a assisti-la para tomar banho. 

“Parece que é uma instituição mental antiga, um daqueles hospitais psiquiátricos que torturavam. Aquilo provocou-me pela forma como a saúde mental é tratada na imprensa, especialmente em Portugal, por causa da minha própria experiência”, disse na altura.

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