compras

O novo quiosque Torno & Companhia teve de fechar por causa da pandemia

O casal que criou a marca de artesanato há menos de um ano estava a viver um sonho, mas agora tudo mudou.
Há vários tipos de artigos.

Ana Santos tem 37 anos e sempre trabalhou como bancária. Em 2019, decidiu deixar a sua profissão, com ordenado fixo e seguro de saúde para si, o marido e os três filhos, para se dedicar ao comércio de artesanato. “Foi um risco que corri, mas ao início estava tudo a correr muito, muito bem, e estava feliz”, conta Ana à New in Oeiras.

Ivan Santos, o seu marido, tem um táxi. Nas horas vagas, faz peças de artesanato trabalhadas em madeira. Em junho de 2019, o casal abriu um quiosque da sua marca, Torno & Companhia, no Centro Comercial das Palmeiras, em Oeiras.

“Rapidamente começámos a faturar muito bem. O Natal foi excelente. Muitas vezes eu ficava no centro de segunda a sexta-feira, depois em mercados ao fim de semana. Andava sempre com a casa às costas. Tinha deixado o meu emprego no banco e estava feliz. Foi assim até fevereiro”, explica-nos Ana Santos.

De acordo com a proprietária, as quebras registaram-se logo em fevereiro, quando o novo coronavírus chegou à Europa. Porém, o pior seria mesmo em março. “O centro estava completamente vazio. Eu acabei por fechar o quiosque uma semana antes da quarentena.”

As lojas mantiveram-se fechadas até ao final de maio, altura em que o quiosque da Torno & Companhia reabriu. “Foram três semanas a trabalhar e pronto, tivemos de encerrar definitivamente.”

Posted by HandMade on Thursday, November 5, 2020

Em causa, estava o valor das rendas em atraso. O quiosque tinha uma renda mensal de 250€ — e os meses de encerramento tinham de ser pagos na mesma. “O que a senhoria decidiu foi diluir o valor em atraso nos meses seguintes. O problema é que toda a gente entrava nas Palmeiras e ia direta ao Pingo Doce. Ninguém estava a gastar dinheiro em bens não essenciais. Eu ainda fiz máscaras, mas não resultou.”

Sem dinheiro para a renda do mês, e muito menos para o valor em atraso, o casal optou por encerrar. “E não vamos voltar. Não sentimos nenhum tipo de apoio. Foi uma desilusão.”

Atualmente, vendem online (através do Instagram e do Facebook) e no atelier que montaram na sua própria moradia. Fica no número 143 da Rua de São José, no Bairro da Tojeira, e está aberto de segunda a sexta-feira das 9 às 18 horas, e sábado entre as 10 e as 19 horas — basta tocar à campainha.

À venda, existem várias categorias de artigos, tudo feito à mão. Encontra bijuteria, presépios em gesso, pedras, vasos, suportes para velas, e muito mais — tudo óptimas ideias para presentes de Natal. Os preços começam nos 3,50€ (para um presépio). Pode ainda fazer uma encomenda personalizada.

Posted by HandMade on Sunday, November 15, 2020

MAIS HISTÓRIAS DE OEIRAS

AGENDA