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O blazer icónico que The Weeknd usou no Super Bowl demorou 250 horas a produzir

O artista canadiano atuou no intervalo do maior evento desportivo dos EUA este domingo, 7 de fevereiro.
Foi a atuação do intervalo.

O Super Bowl é o evento mais importante da liga principal de futebol americano dos Estados Unidos, mas os momentos virais que correm o mundo todos os anos acontecem nos famosos intervalos carregados de atuações musicais de algumas das maiores estrelas do mundo. Depois da atuação icónica de Shakira e Jennifer Lopez no ano passado, em 2021, os holofotes viraram-se para The Weeknd.

Apesar dos rumores apontarem para um espetáculo em conjunto com Rosalía, o canadiano enfrentou sozinho a edição mais atípica na história do Super Bowl este domingo, 7 de fevereiro. Tudo aconteceu por streaming num cenário especial, acompanhado por um grande elenco de centenas bailarinos que não pararam um segundo de se mexer e bater palmas.

O conjunto escolhido por Abel Tesfaye — o seu nome verdadeiro — foi criado pela Givenchy e era composto por uma camisa, calças, luvas e gravata, tudo preto, acompanhados por um blazer de lã vermelho com milhares de cristais bordados ao longo do tecido. Já é apontado como uma “obra de arte” por publicações internacionais como a “Vogue” espanhola e tem uma história curiosa.

Foram necessários quatro artesãos para colocar as peças uma a uma, algo que levou mais ou menos 250 horas de trabalho. Matthew M. Williams, o atual diretor criativo da casa de luxo francesa disse: “A situação fez com que até um evento tão grande como a Super Bowl precisasse de se adaptar. Tivemos que estar conectados por Zoom constantemente durante os últimos dois meses para criar o resultado final.”

E acrescentou: “Vestir um modelo na tua passerelle consiste em fazer com que a tua visão ganhe vida da forma em que a imaginas na sua totalidade, enquanto vestir um músico trata-se de abraçar a personagem que o mesmo cria sem deixares de ser fiel à tua própria visão da marca, e acho fascinante procurar esse equilíbrio. Depois de algumas chamadas, alinhámos rapidamente que criaríamos a versão da Givenchy do seu estilo característico nos anos 70.”

Williams explicou ainda à “Vogue” que costumava ser um autêntico party animal nos seus tempos de miúdo. Insere-se numa nova leva de criadores que criam uma simbiose entre o espírito coletivo da música e da moda. Também foi ele o diretor criativo de Lady Gaga para vários eventos e looks de videoclipes, especializando-se tanto em styling como em figurinismo.

Diz que é especialista naquilo que a que chamou da “passerelle de três metros”, isto é, na criação daqueles looks que os paparazzi só apanhavam entre os hotéis e as portas das limusines. Depois de Gaga, trabalhou com Kanye West, com quem colaborou entre a parte artística do seu álbum e os desenhos para a tournée. Já a Alyx, a marca que fundou em 2015, é uma das mais procuradas por artistas como Skepta, Dua Lipa, A$AP Rocky e Drake.

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