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Duas amigas oeirenses trocaram os ecrãs por azulejos e criaram peças de decoração únicas

Andreia e Inês fundaram o projeto Mesmo em 2025 com peças de decoração únicas: são todas aos quadrados e bastante coloridas.

Os anos 70 destacaram-se por uma explosão de cores, não só no mundo da moda, como na decoração de interiores. As peças com formas e muita cor dominaram a decoração, de tal forma que ainda hoje existem muitos fãs do estilo vintage. Duas oeirenses, motivadas pela necessidade de se “desligarem dos ecrãs”, lançaram uma marca com peças de decoração únicas, em madeira e azulejos, que fazem lembrar esses tempos. O foco está nos pequenos quadrados coloridos, que se transformam em bases para copos, mesas de apoio ou peças decorativas.

Tudo começou pela vontade de Inês Jerónimo, de 38 anos, e Andreia Costa, de 36, terem um hobbie que as fizesse “sair da bolha dos ecrãs” e trabalhar com as mãos. “Sou designer e trabalhei sempre em empresas da área”, conta Inês. Já Andreia formou-se em contabilidade e, depois de uma década a trabalhar com números, fez uma mudança radical. “Decidi estudar Marketing e Publicidade”, diz.

Em 2023, as duas oeirenses criaram o FISHLAB, um projeto de consultoria digital e começaram a trabalhar juntas. “O nosso foco é muito digital e sentimos que tínhamos de ocupar a cabeça com algo que não fosse tecnológico. Queríamos ter um escape e arranjar um hobbie para aliviar o stress da rotina”, conta Inês.

O ponto mais curioso, e até contraditório, desta história é que foi o algoritmo do Instagram que motivou Andreia a fazer este tipo de trabalhos manuais. “Começaram a aparecer vários vídeos de como fazer bases para copos com materiais em azulejo e madeira e decidi experimentar.”

0 que começou por ser uma brincadeira, rapidamente se tornou num potencial negócio, continuando sempre com a vertente lúdica. “As primeiras peças que fizemos foram bases para copos, que vendemos a amigos, que nos foram pedindo outros objetos de decoração”, conta Inês.

Quadradinhos dos 20 aos 200€

O Projeto Mesmo nasceu oficialmente em agosto de 2025 e tem como foco peças feitas à mão, em azulejo e madeira, sempre aos quadrados. As oeirenses fazem desde as clássicas bases para copos até mesas de apoio para vasos ou cubos de decoração. Os preços começam nos 20€ e podem chegar aos 200€. “O que mais vendemos são as bases, um verdadeiro sucesso”, diz Andreia. Podem ser utilizadas como bases de copos, pequenas tábuas de servir ou até como elemento de decoração.

“Ao contrário das peças que habitualmente se encontram com este tipo de design, e que são muito industrializadas, nós temos a preocupação de ir ao detalhe. Usamos pastilha vidrada para as bases e o nível de acabamento é algo que nos diferencia”, dizem. O processo de trabalho é simples: Andreia inicia as peças, faz o processo da cola e da massa, enquanto Inês termina com os acabamentos e o verniz. “Usamos madeira, pastilha de vidro, espelhos e azulejo”, acrescentam.

Quanto ao nome, a justificação é simples: “queríamos algo diferente e que suscitasse alguma curiosidade. ‘Mesmo’ é um intensificador e, no fundo, usamos mais vezes quando queremos dizer que algo é bom ou giro. Achamos que o nosso projeto tem mesmo qualidade e temos peças mesmo giras”, rematam entre sorrisos. No futuro, as oeirenses querem começar a marcar presença em feiras do concelho. Enquanto isso não acontece, todas as encomendas podem ser feitas online, através das redes sociais.

Carregue na galeria para ver fotografias de algumas peças da Mesmo.

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