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Dormir de barriga para baixo causa rugas — e esta é a única forma de o prevenir

Ao contrário das rugas de expressão, estas são mais evidentes e provocadas pela compressão da cara contra a almofada. Mas há esperança.
Nem a dormir temos descanso

Não estamos a dar-lhe nenhuma novidade. Até porque desde 2016 que investigadores revelam que dormir de barriga para baixo durante a noite potencia o aparecimento de rugas na face. A explicação é muito simples: a compressão e a tensão aplicada na pele enquanto pressionamos a cara contra a almofada tendem a distorcer as feições ao longo do tempo, o que acaba por provocar as ditas rugas.

“As rugas de sono formam-se como resposta à distorção criada quando a face é pressionada contra qualquer superfície. Tendem a piorar ao longo do tempo, conforma repetição da pressão, combinada com o progressivo envelhecimento da pele e a sua perda de elasticidade”, explica Goesel Anson, co-autor do estudo e membro da Sociedade Americana para a Cirurgia Plástica Estética.

De acordo com a investigação, a maioria das pessoas (cerca de 65 por cento) dorme de lado e 5 por cento de barriga para baixo — as restantes 30 por cento estão a salvo. Ainda assim, estima-se que durante a noite, mudemos de posição involuntariamente uma média de vinte vezes.

Dormir para baixo ou de lado e, efetivamente, um problema para quem quer evitar as rugas, sobretudo na zona da testa, lábios e bochechas, que tendem a surgir em posição perpendicular às expressões faciais naturais. E segundo os especialistas, não há botox que se veja livre destas rugas do sono provocadas pelo efeito mecânico da compressão.

O problema aqui foca-se, portanto, não nas rugas provocadas pela contração muscular natural, mas por compressão aplicada pela forma como dormimos e como assentamos a cara durante o sono.

“Estas forças tornam-se mais significaticas quando temos em consideração a quantiade de tempo que passamos a dormir e nas posições de sono”, sublinha o estudo. Claro que nem todos estamos tão suscetíveis ao surgimento destas rugas: tal como nas rugas de expressão, também estas são influenciaveis pela idade da pessoa, as hormonas ou até questões genéticas.

Nem tudo são más notícias. Os especialistas do estudo deixam algumas potenciais soluções, bem como os cirurgiões da clínica britânica Dr Medi Spa. Desde logo, a primeira coisa a fazer será mudar a posição em que dormimos. Mudar é uma palavra forte, até porque podemos decidir como nos deitámos, mas, ao longo da noite, acabamos quase sempre por trocar de posição de forma inconsciente.

“Embora recomendemos dormir de barriga para cima, é extremamente difícil mudar padrões de sono de forma consciente (…) Essa posição pode ser ideal para a estética facial, mas pode também agravar condições como a apneia do sono, refluxo gastroesofáfico ou ressonar”, esclarece o estudo.

Se vai dormir de barriga para baixo, dê por onde der, o melhor que tem a fazer é tentar diminuir as forças e pressões aplicadas na face. Pode consegui-lo através de uma almofada especial. Existem já alguns modelos que ajudam a prevenir a deformação facial durante a noite. Aposte em almofadas de contorno, que ajudem a distribuir o peso da cabeça — e opte sempre por tecidos suaves como seda ou cetim.

Tente aplicar sempre antes de ir dormir um serum ou creme hidratante com retinol. E, claro, a derradeira dica: apesar da posição de sono poder provocar mais rugas, dormir muitas horas é essencial para rejuvenescer e manter a pele saudável.

Aproveite também para descobrir quais são os alimentos que ajudam a estragar a pele. Carregue na fotogaleria para os conhecer.

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