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Babydoll: a tendência de vestidos inspirada em bonecas (mas que não é para miúdas)

Marcados pelas silhuetas leves e fluidas, são um dos uniformes mais práticos do verão. Reunimos opções a partir de 19,99€.
Foram criados nos anos 40.

A modelo Twiggy usava-os com pestanas de boneca nos anos 60, enquanto a atriz Courtney Love preferia conjugá-los com meias rasgadas e lábios vermelhos nos anos 90. Se ainda não sabe do que estamos a falar, passamos a apresentar os vestidos babydoll — que, apesar de terem mais de um século, estão mais fortes do que nunca. Para muitas mulheres, são a solução para as inseguranças matinais com o corpo.

A ideia nasceu nos anos 40 graças à designer norte-americana Sylvia Pedlar, da marca Iris Lingerie, que encurtou o tecido das camisas de noite para responder à escassez de tecidos nos tempos de guerra. O estilo entrou na linguagem popular e continuou a reinventar-se ao longo dos anos, tornando-se uma peça fundamental no armário feminino.

Embora a criadora não gostasse particularmente do termo babydoll, foi o filme de 1956 com o mesmo nome, protagonizado por Caroll Baker, que contribuiu para a sua popularidade. Na obra de Tenessee Williams, a protagonista é uma musa de 19 anos que usava este estilo de peças para simbolizar a liberdade sexual das jovens.

Aos poucos, tornou-se um símbolo da emancipação feminina enraizado nas políticas de género. Numa altura em que o “The New Look”, de Christian Dior, voltava a fazer as mulheres aparecerem com espartilhos, não tardou muito até que casas de moda como a Balenciaga adotassem esta alternativa cuja doçura lembrava as bonecas — às quais também deve o nome.

Atualmente, os vestidos babydoll voltaram a ser um lugar-comum no mundo da moda. Apesar do nome pouco convidativo, continuam a ser conhecidos pelas silhuetas divertidas e femininas com mangas bufantes, saias curtas e alguns laços, folhas ou golas à mistura. Há muito que estão dadas as provas de que não é apenas uma moda para as miúdas.

Nos últimos meses, a sua presença voltou a ser destacada nas coleções de primavera-verão e de outono-inverno de 2023/2024. Tornaram-se a peça de eleição da Dolce&Gabbana, surgiram na sua versão mais delicada com rendas em Simone Rocha e apareceram despojados de quaisquer adornos nas propostas da Loewe ou da Gucci.

Um dos motivos para este retorno é a forma como complementam as estéticas balletcore e coquette, a primeira inspirada no mundo do ballet e a segunda na hiper feminilidade. Apesar das diferenças subtis, ambas são marcadas pela delicadeza e pelo desejo quase palpável de nostalgia que também é inerente a esta silhueta.

Além de serem a aposta ideal para quem procura uma maior praticidade, também aliam versatilidade e conforto. Como o desenho vaporoso permite uma boa circulação do ar, torna-os numa das melhores escolhas para os dias mais quentes do ano.

E, mesmo que haja uma preferência por usá-los no verão, as mulheres podem apostar na sobreposição de peças, como casacos de ganga, cardigans ou blazers, tornando-os adequados para diferentes estações do ano. Acaba por ser um investimento a longo prazo.

A sua silhueta folgada e fluida também os torna adequados para uma grande variedade de formas e tamanhos de corpos. Podem ser especialmente lisonjeiros para quem não está confortável com certas áreas do corpo, como a barriga, os quadris ou as coxas, mas sem parecer que está a usar propostas dois números acima.

Seguindo os exemplos de Twiggy ou de Courtney Love, pode transformar cada modelo consoante o seu gosto pessoal. Há quem os use com complementos mais delicados, como sabrinas e carteiras a tiracolo, e quem opte por misturar um casaco de couro ou de ganga e umas sapatilhas ou plataformas para um visual contrastante, mas casual.  

Carregue na galeria para ver a seleção de vestidos babydoll de várias cores, preços e marcas.

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