Tem origens modestas e nasceu como uma alternativa económica à renda tradicional. Durante décadas, o croché carregou algum estigma no mundo da moda, até ganhar um novo estatuto quando a Rainha Vitória de Inglaterra aprovou o estilo, no século XIX. Desde então, nunca mais desapareceu verdadeiramente das tendências.
Nos anos 60 do século XX, o croché tornou-se indispensável na indústria da moda, surgindo em peças como vestidos, coletes, macacões e casacos. O estilo reaparece sempre que chegam os dias quentes e há um interesse crescente das novas gerações em aprender esta técnica manual para criarem as próprias peças.
Os estampados conhecidos como granny squares, expressão que se traduz de forma irónica para “quadrados da avó”, surgiram precisamente nessa década. Twiggy, modelo e atriz considerada uma das grandes it girls da época, era uma das principais adeptas deste estilo.
Estes pedaços geométricos feitos em croché são trabalhados em voltas, do centro para fora. Assemelham-se a rendas mais grossas e uma das regras é que não podem ser fabricados à máquina, mas sempre à mão, exatamente como as nossas avós faziam.
Com este mesmo material e técnica, popularizaram-se vários modelos e, em Oeiras, descobrimos uma das camisas mais originais para este verão. Trata-se de uma proposta mais curta da Vintage Bazaar, marca oeirense que lançou o modelo em várias cores.
“Fomos buscar as cores do verão, mais vibrantes e associadas ao bom tempo, como o amarelo, verde, laranja e lilás”, conta Patrícia Pereira, fundadora da marca.
A camisa surge sobre uma base de crochet bege, com os habituais quadrados em diferentes tons. “Optámos pelos quadrados clássicos, mas maiores, para preencher mais e criar um efeito mais marcante”, explica.

O modelo apresenta um corte direito e gola clássica. “É uma camisa mais curta. Funciona como um top fresco para o verão e pode ser usada em vários contextos.”
Tem mangas curtas, é feita em 100 por cento algodão e termina ligeiramente acima da cintura. “A inspiração foi trazer um estilo boho, mais festivo e associado ao tempo quente. Pode ser usada em dias de praia, almoços longos de verão ou até como look de festival”, acrescenta.
A peça surge também numa versão com cores mais intensas, que junta azul-escuro e azul-claro, bege, rosa forte e castanho. “Temos duas opções, com os mesmos quadrados em crochet e o mesmo corte. É uma alternativa para quem procura algo mais vibrante e com cores mais fortes.” A proposta está disponível online no site da marca por 68€, em todos os tamanhos.
O modelo integra a nova coleção de primavera-verão da marca, Pura Vida, focada em riscas, padrões e muita cor. Entre as novidades há blusas, conjuntos, vestidos, calças, sapatilhas, mocassins, saias e acessórios pensados para os dias mais quentes.
“O tempo quente chegou e decidimos apresentar as novidades para esta estação. O foco está nas cores e, sem dúvida, nas riscas, que vão dominar as montras este verão”, explica Patrícia Nunes Pereira.
A paleta passa por azul, rosa, amarelo, castanho e verde, com combinações contrastantes como azul com verde ou vermelho com rosa. “Temos peças que vão marcar a estação, como saias compridas, blusas vibrantes, camisas bordadas ou calças em cores como verde ou roxo”, acrescenta.
Fundada em 2007 por Patrícia Nunes Pereira, a Vintage Bazaar cruza tradição com uma abordagem contemporânea. Natural de Oeiras, a criadora inspira-se nos anos 70 e aposta em padrões clássicos reinterpretados.
Carregue na galeria para ver as peças da nova coleção.







