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Restaurantes poderão despedir mais de 100 mil pessoas até março

A associação PRO.VAR refere que esta é uma consequência das medidas que têm vindo a ser aplicadas ao setor há quase um ano.
O setor prepara-se para um novo confinamento.

“Os empresários da restauração, com especial incidência nos restaurantes, afirmam que terão de despedir entre três a quatro trabalhadores por estabelecimento.” Este é um dos resultados do inquérito feito pela PRO.VAR, uma das associações do setor, a vários espaços. Os números serão mais expressivos nos primeiros três meses do ano, que podem passar os 100 mil trabalhadores.

Segundo o “Dinheiro Vivo”, este inquérito foi feito entre os dias 4 e 10 de janeiro a mais de 550 restaurantes. Entre as principais questões feitas pela associação estiveram as consequências da pandemia no setor, se teriam ou não de despedir e em que medida os apoios eram suficientes.

Esta semana é quase certo que o País entrará num novo confinamento o que irá implicar, mais uma vez, o encerramento os restaurantes. Poderão só estar a funcionar com recurso a take-away e delivery, mas poderá não ser suficiente para que conseguiam a faturação de outros meses.

A PRO.VAR pede ao governo a adopção de medidas imediatas com o objetivo de minimizar os efeitos da pandemia. Entre elas estão 280 milhões de euros para apoio a fundo perdido dos custos fixos.

Se tal não acontecer, o resultado pode ser devastador para o setor. “Cerca de um terço das empresas do setor da restauração que já se encontram em incumprimento com o estado, trabalhadores e fornecedores, colocam a hipótese de não reabrir”, conclui também a associação.

Mais de 70 por cento das empresas inquiridas afirma que não terá condições nos próximos meses de cumprir com as obrigações para com o estado.

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