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O negócio de doces que ajudou a sua autora a ultrapassar a depressão

A Dolce Chica foi criada por Jianne Trindade, uma brasileira que viver em Algés desde o verão de 2018.
Para quem ama chocolate.

Jianne Trindade tem 25 anos, é brasileira e sempre transformou as adversidades em oportunidades. Chegou a Portugal sozinha, no verão de 2018, instalando-se em Algés, onde continua a viver. Ainda não tinha completado uma semana de residência no nosso País, e já estava a trabalhar como estafeta, para a Uber Eats e a Eat Tasty. Assim se manteve até 2020, quando se começou a sentir extremamente doente.

“Nessa altura estava com imensa dificuldade em trabalhar como estafeta, fiquei muito fraca e cansava-me com muita facilidade”, conta à New in Oeiras. Foi aí que se apercebeu de que precisava de uma alternativa que pudesse fazer em casa.

“De onde eu vim, é muito comum fazer algo e vender para ajudar nas despesas. Eu já tinha feito isso algumas vezes no Brasil, e foi o que me encorajou por aqui.” Jianne começou por pesquisar muito, estudar, ler, fazer cálculos e testes de receitas. No fundo, fez todo o trabalho de casa que era preciso.

Criou a página de Instagram, todo o design, as fotografias e tratou da divulgação. E, assim, nasceu a Dolce Chica, em maio de 2020. “Como eu era estafeta, conhecia muitas pessoas, estava em vários lugares diferentes por dia. Comecei a produzir os brigadeiros e a levá-los comigo na mota, para vender.”

O sucesso foi tanto que a gama de oferta foi aumentando, e Jianne apostou no pão de mel, que é ainda hoje o seu maior bestseller. Durante seis meses todo o processo foi feito a sós, ao mesmo tempo que a saúde também ia melhorando, e os exames médicos não davam conta de nenhum problema.

Até que, em novembro de 2020, os sintomas regressaram todos, mas de forma mais intensa: era uma depressão. “A página ficou em stand by por algumas semanas. Eu já estava a pensar desativar a página e deixar de lado este projeto.”

Porém, foram os clientes e as suas encomendas que trouxeram ânimo à confeiteira neste momento difícil. “Quando as pessoas comiam e elogiavam, e eu via na expressão delas a sinceridade, eram os únicos momentos em que o meu corpo sentia felicidade de verdade.”

Em dezembro, falou com uma amiga, Kellen e explicou toda a sua história, pedindo ajuda no negócio que cada vez crescia mais. Kellen aceitou e, desde então, ambas são responsáveis pela Dolce Chica.

“A Dolce Chica foi a minha maior motivação para lutar contra a depressão. Eu faço tudo com imenso amor. Foram os doces que me ajudaram a retomar a vida.”

Existem 19 opções de brigadeiros gourmet (0,50€ a 1,25€ cada) na Dolce Chica, cinco opções de recheio de pão de mel (2,40€), e bolos no pote também com várias opções de sabores e frutas (3,80€). Pode encomendar através da página de Instagram e receber em casa (taxa entre os 2€ e os 4,50€).

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