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O Festival de Francesinhas termina este fim de semana — e já passámos por lá

O Jardim Municipal de Oeiras recebe este tradicional prato portuense que é servido com uma receita tradicional, com alheira e até numa versão vegan.
Bom apetite.

É no Jardim Municipal de Oeiras que estão reunidos vários restaurantes da cidade do Porto para servir as melhores francesinhas do País. Esta segunda edição do festival termina no próximo domingo, dia 10 de outubro, por isso ainda vai a tempo de passar por lá.

Para perceber o motivo de esta edição estar a ser a mais concorrida de sempre, a New in Oeiras foi uma das clientes do festival. O conceito é simples: chega ao recinto, faz o pré-pagamento enquanto escolhe o restaurante onde quer comer a francesinha, recebe as senhas e entrega-as na respetiva banca enquanto espera que chamem o seu número. Os preços são todos parecidos, à volta dos 10€. 

Esta quarta-feira, 6 de outubro, fomos recebidos por Rodrigo Freixinho, um dos organizadores deste evento, que se oferece para nos mostrar como funciona uma das cozinhas e como se faz a construção deste prato que os portugueses idolatram. Foi numa destas cozinhas do recinto que encontrámos João Oliveira, cozinheiro do Dickens, um dos cinco restaurantes que participam no festival, ao lado do Cufra, Santa Francesinha, I Love Eat Francesinhas e Francesinha do Marquês.

Almoçar ao ar livre é sempre uma boa ideia.

“Em termos de clientes, está a superar as expetativas. Tivemos um dia ou dois em que tivemos tanta adesão que não tivemos capacidade de resposta. Em termos de espaço e de público, está a ser bastante positivo, foi uma lufada de ar fresco pós-pandemia”, explica o especialista.

A New in Oeiras pediu uma francesinha tradicional e uma versão de alheira, que acabou por ser uma ótima surpresa. Este prato que junta (no seu formato tradicional) queijo, linguiça, salchicha, bife e muito molho, pode ser acompanhado por batatas fritas. Uma das novidades desta edição é o facto de haver uma banca que só serve sangrias — e em vários formatos.

Existe ainda uma receita especial vegan, que se chama “Santa Francesinha” e que é feita à base de substituições aos produtos de origem animal. Este produto original parece estar a atrair cada vez mais clientes, que se vão acumulando na compra das senhas. Está a ser uma verdadeira tendência.

“Nós queremos manter todos os padrões que temos em casa [Porto]. Às vezes, as pessoas não percebem por que esperam numa fila meia hora. Mas é o normal, é tudo por uma boa causa, é para manter a qualidade. As pessoas pensam que já está feito, mas não. É tudo feito ao momento”, explica João Oliveira.

O festival arrancou no dia 29 de setembro e desde essa altura tem atraído centenas de oeirenses e clientes de outros conelhos até ao Jardim Municipal de Oeiras. “O primeiro ano foi espetacular e este ano a aceitação está a ser ainda maior que na primeira vez. Ou seja, estamos a atingir níveis que até a nós nos surpreende”, confessa o cozinheiro do Dickens. 

Segundo Francisco Freixinho, outro dos responsáveis pelo evento, nos primeiros seis dias do festival já tinham sido vendidas cerca de sete mil francesinhas. A ambição é atingir a meta dos 12 mil pratos até domingo, dia 10.

O Festival das Francesinhas funciona todos os dias da semana, entre o meio-dia e as 15 horas; e entre as 19 e as 23 horas. Ao fim de semana, o horário de almoço prolonga-se até às 16 horas; e o do jantar termina às 23 horas. 

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