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O choco continua a ser a estrela do Beira Gare (mas há novos pratos para provar)

O Beira Gare passou de pastelaria a restaurante há 17 anos. Hoje tem novidades no menu: como o franguinho à Guia ou as sardinhas.

Chocos, feitos à algarvia ou à setubalense. Essa é a grande escolha que os clientes têm que fazer à mesa do Beira Gare, um dos mais antigos e reconhecidos espaços de restauração de Oeiras. Mas a casa inaugurada em 1982 não parou no tempo e por estes dias também vai introduzindo novidades na ementa, como é o caso do frango da Guia. À frente do negócio continua Inácio Lemos, hoje com 67 anos.

“Em 1982, o nosso forte eram os pequenos-almoços. Abríamos às 6h30, pois todas as camionetas paravam aqui no largo. Havia também um quiosque de jornais e as pessoas que iam apanhar o comboio vinham aqui tomar o pequeno-almoço. Tínhamos um balcão comprido e servíamos muita gente de manhã. Depois fecharam esta entrada da estação, fizeram o túnel subterrâneo e começámos a perder clientela”, conta à New in Oeiras.

O Beira Gare teve, então, de se reinventar. O café-restaurante passou a apostar mais no conceito de cervejaria, que manteve até 2017, ano em que sofreu a maior mudança desde a abertura. “Fizemos umas grandes obras, remodelámos totalmente o espaço. Acabou a cervejaria, deixámos de vender tabaco e totoloto, acabou o balcão corrido”, diz.

“E tudo isto automaticamente selecionou a clientela. Transformámo-nos num restaurante de classe média e passámos a servir apenas almoços e jantares”, refere o gerente. “Não queremos ter menus, só pratos à carta, para garantir a qualidade da comida e do serviço. Temos poucos pratos, mas bons.”

Passados 43 anos, o espaço continua com a mesma gerência, que Inácio divide com o sócio e cunhado, José Lopes, de 79 anos. Este ano, apostaram em novos pratos como o franguinho à Guia (15,90€), servido com batata frita. “É feito como manda a tradição, desossado, partido aos bocados e servido com picles. O molho é feito com limão e pimenta”, acrescenta. “Pode ainda ser servido inteiro.”

As sardinhas são outra das apostas para este verão. “Vamos ter dose entre 12€ e 16€, que inclui cinco a sete sardinhas, servidas com batata cozida e salada. São naturalmente grelhadas”, diz. Em maio, o espaço abre também a época dos caracóis. “Vamos ter só ao fim de semana, mas a época arranca apenas no final do mês.”

Apesar das novidades, há pratos tradicionais que se mantêm e que já são especialidade da casa. É o caso do choco frito à setubalense (17,50€). “Somos os únicos a fazê-lo aqui na zona. É preparado de forma tradicional, com farinha especial e frito em óleo bem quente. É servido com maionese, limão e arroz de feijão.”

Também o choquinho à Algarvia (17,50€) é um dos bestsellers. “São choquinhos pequenos fritos em azeite, alho e coentros. Na zona não há ninguém que os faça como eu. Os meus chocos são de Setúbal”, diz. O prato é servido com batata cozida. “Todos os pratos da casa são feitos na hora, por isso é normal esperar entre 15 a 20 minutos”, acrescenta.

O restaurante tem ainda alguns pratos preparados por encomenda, como cabrito assado no forno ou caldeirada de peixe, para grupos ou refeições especiais, como aniversários. No verão, não faltam sardinha assada e outros grelhados de carne e peixe no carvão. “Os nossos pratos são à base de receitas tradicionais. Temos um espaço acolhedor, perfeito para almoços em família e jantares entre amigos”, refere.

Carregue na galeria para ver algumas fotografias do velho e do novo Beira Gare.

FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    Largo Leonor Faria Gomes 16
    2770-108 Paço de Arcos
  • HORÁRIO
  • Segunda a domingo das 12h às 15h30
  • Sexta e sábado das 19h às 22h30
PREÇO MÉDIO
Entre 10€ e 20€
TIPO DE COMIDA
Portuguesa

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