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Há um novo restaurante misterioso na Fábrica da Pólvora inspirado na história de um barão

Na Cantina do Barão, o menu tem a assinatura do chef Miguel Garcia. Há feijoada de lebre, mas também enguias ou pernas de rã.

Não há um oeirense que não conheça a Fábrica da Pólvora, em Barcarena, mas a verdade é que muitos não conhecem a sua história e as várias memórias que guardam as paredes amarelas com telhas laranjas. 

Lendas há muitas, e o que por definição eleva o estatuto de história a lenda é não saber se é ou não real. E é mais ou menos assim que se vai sentir no novo restaurante da Fábrica da Pólvora, num ambiente que pode não ser fácil de acreditar que é real.

O Cantina do Barão abriu este mês num dos edifícios mais antigos do concelho de Oeiras e, como tal, o chef Miguel Garcia quis prestar uma homenagem ao local não só através dos pratos e da decoração, como no conceito principal. “O restaurante conta a história da Fábrica da Pólvora e do barão que aqui vivia. Ele gostava de receber pessoas, apesar de ser uma personagem forte e séria. A Cantina é a casa dele e quem passar por cá vai poder descobrir um pouco da história da Fábrica da Pólvora, através do menu, da decoração e de outras surpresas”, conta à NiO. 

O espaço conta com dois pisos, decorados a rigor, mas distintos. “O piso térreo é onde o barão recebe os visitantes e os põe a comer. Já o andar de cima é um bar mais restrito, onde só convidava as pessoas que queria”, afirma com algum suspense.

Mistério e as histórias em torno do menu

A experiência imersiva vai além da decoração rústica do espaço. Quando se dá uma vista de olhos pelo menu, é possível perceber o ambiente e a história do local. “Servimos comida portuguesa, mas com um toque especial. Na carta podem encontrar carnes de caça, porque antigamente o espaço tinha um terreno para caçar”, revela.

Mas também há pratos de peixe. “Tenho um prato de enguias porque há muitos séculos, no rio que passa pela Fábrica, havia um concurso que era para ver quem apanhava mais enguias. Atiravam TNT para a ribeira e rebentavam com os peixes”, conta. 

Por lá vai poder petiscar entradas como carpaccio de veado (17€), perninhas de rã com mousseline de açorda (16€), ovos rotos com farinheira e presunto caseiro de veado (14€) ou perdiz frita com manteiga noisette (16€). 

Como pratos principais, pode escolher entre as carnes, arroz de javali (27€), perna de veado desfiada (28€), cabidela de faisão (30€) ou feijoada de lebre (26€). Se preferir peixe, pode optar pelo polvo à lagareiro com creme de queijo (23€), enguias guisadas (22€), açorda de bacalhau (18€) ou pescadinhas de rabo na boca com arroz cítrico (20€). 

Para finalizar a refeição com um toque doce, pode escolher para sobremesa pudim abade de priscos com crumble de amêndoa, laranja e gelado de tangerina (7€), mousse de chocolate em pedra com crumble de amendoim e chocolate quente com Vinho do Porto (7,5€), sorvete de limão e hortelã com vodka e sal do mar (7€) ou o Primeiro Doce (6,5€). 

“Quero surpreender quem nos visita, porque a própria fábrica tem muitas surpresas e histórias ocultas. Vou ter personagens irreverentes no que vai ser um espaço cultural. Os clientes podem estar a jantar num dia aleatório e, de repente, levanta-se um artista a tocar harpa, a meio da refeição”, garante o chef.

O espaço será palco de atuações e surpresas, como espetáculos de fados, saxofone, shows de burlesco, atuações de circo, fados e até recitais de poesia. 

Aos almoços, o espaço abre todos os dias das 12 horas à meia-noite. “Podem passar a qualquer hora para petiscar umas perninhas de rã ou um rabo de boi”, acrescenta Miguel.

Carregue na galeria para ver fotografias do espaço e alguns pratos. 

FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    Estr. Cacém 1, Fábrica da Pólvora de Barcarena
    2730-036 Barcarena
TIPO DE COMIDA
comida portuguesa

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