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Já há palhinhas de massa para acabar de vez com o plástico

O produto revolucionário e biodegradável foi criado por uma startup portuguesa.

Há uma startup em Oeiras a vender palhinhas revolucionárias feitas de massa. Sim, tipo esparguete. São muito mais práticas e mais baratas do que as que já circulam no mercado feitas de papel, açúcar ou de bambu. E desde esta terça-feira, 29 de janeiro, que pode fazer a sua encomenda através do site da Palhinha de Massa.

Luís Monteiro, 41 anos, e o sócio Luís Mateus, 47, têm vindo a desenvolver esta ideia desde 2014. O objetivo é simples: acabar com as palhinhas de plástico. Segue-se a pergunta óbvia: mas estas de massa não se dissolvem nas bebidas? E não lhes dão sabor? Pois é, depois de terem sido realizados todos os testes, percebeu-se que esta solução biodegradável é mesmo segura.

As palhinhas de massa começam a amolecer ao fim de uma hora de contacto com líquidos (naturais ou frescos). Em bebidas quentes amolecem mais rapidamente, mas não é tão comum beber um chocolate quente ou um chá por palhinha”, revela Luís Monteiro à NiT.

A novidade eco-friendly é também comestível, caso seja daquelas pessoas que gostam de comer esparguete cru. Se for intolerante ao glúten, o melhor é ficar-se pela bebida.

As palhinhas podem ser encomendadas conforme a necessidade. Se for para utilizar em casa, cada pack com 30 unidades é vendido por 6€. Mas se tiver um restaurante ou um hotel, há pacotes com mais palhinhas — 500 custam 38€, 5 mil ficam a 218€.

“Esta ideia surgiu em conversa com a minha mulher.Como somos muitos lá em casa, cada vez que vamos a um restaurante de fastfood utilizamos imensas palhinhas”, explica Luís Monteiro.

Daí até começar a contactar empresas para desenvolver o projeto passaram alguns meses, até porque não foi fácil encontrar a fábrica que estivesse disposta a fazer a produção.

São vendidas nestas caixinhas.

São feitas em Itália. Mas é em Portugal, mais concretamente em Oeiras, que elas são embaladas em lotes e vendidas. Com o início da comercialização, surgiu outra necessidade. “Os clientes têm de ter a palhinha embalada individualmente para ser de fácil utilização e também mais higiénico.”

Os dois sócios perceberam que era preciso comprar uma máquina para fazer a embalagem individual. Mas como eram uma startup, não tinham os fundos necessários para este investimento de mais de 13700€. Isso não foi um problema. A partir desta quarta-feira, 30 de janeiro, ficou online uma campanha de crowdfunding para poderem ir à China buscar o aparelho.

Quem quiser contribuir para acabar com as palhinhas de plástico e ajudar esta empresa, basta ir à página da PPL e escolher o montante que quiser doar. Os que apoiarem esta causa com 15€ ou mais vão ter direito a receber palhinhas de massa em casa.

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