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“Esgotaram todos.” A marca portuguesa de gelados que faz sucesso nos EUA

A Swee nasceu em 2021, mas em 2023 reformulou o produto. Em fevereiro tornou-se viral nas redes sociais e teve de quadruplicar a produção.
Os fundadores com os gelados.

“Devíamos ter apresentado a primeira versão da Swee ao Leroy Merlin e não ao Continente”, começam por explicar os fundadores, Diogo Valente e Tiago Rebelo. A brincadeira que agora fazem com o início da marca está relacionada com a base do gelado que criaram em 2021. Queriam desenvolver um produto com menos 70 por cento de açúcar, mas não acertaram na fórmula e acabaram por ter nas mãos um gelado “tipo cimento”. Continuaram a experimentar, e a estudar o conceito, até conseguir chegar a uma sobremesa cremosa e 100 por cento portuguesa.

Diogo Valente, formado em Comunicação, e Tiago Rebelo, formado em Gestão, criaram uma empresa que vem “preencher uma falha do mercado com uma opção de gelado vegan, saudável e, acima de tudo, acessível”, explicam. Apostaram numa presença forte nas redes sociais e, em fevereiro, ultrapassaram dois milhões de visualizações no TikTok, sem “qualquer recurso a publicidade”.

“As pessoas relacionam-se com pessoas e histórias, não com produtos. Por isso começámos a partilhar o dia a dia de uma start up em Portugal. Não recorremos a filtros ou a muitos artifícios. E resultou. Os nossos gelados esgotaram durante o mês de fevereiro nos supermercados e já tivemos de subir a produção e 10 mil para 50 mil, por mês”, contam.

Os fundadores.

A Swee não é nova. Nasceu após um processo de perda de peso de Diogo, com a preciosa ajuda de Tiago. “Em 2019 estava no patamar da obesidade e acabei por inscrever-me no ginásio, onde conheci aquele que agora é meu sócio. Ele ajudou-me muito a tornar-me mais saudável e acabámos por chegar à conclusão que queríamos ajudar outras pessoas a fazer o mesmo”, conta o jovem de 23 anos.

Começaram por criar um evento dedicado à alimentação saudável e ao exercício físico. A primeira edição do Healthy Market teve lugar em Cascais e foi um sucesso. Mas depois veio a pandemia e perceberam que tinham duas opções: ou perdiam o negócio ou reinventavam-se. Optaram pelo segundo caminho e numa ida ao supermercado, em busca de alimentos mais saudáveis, aperceberam-se que havia mercado por explorar na parte dos gelados.

“Sabíamos que, ao criar algo, tinha de ser saudável e acessível, do ponto de vista de distribuição e preço. Os gelados pareceram-nos ideais. São dos poucos alimentos com um espetro emocional tão grande, que tanto serve para celebrar nos momentos bons, como para consolar nos piores”, explicam.

Como não havia nada em Portugal com estas características, decidiram avançar e criaram a Swee em 2021. A primeira fórmula não foi o que esperavam, ficou muito dura “mas o sabor estava lá”. Continuaram a tentar melhorá-la e, no verão de 2023, chegavam às grandes superfícies com um gelado cremoso, saboroso, vegan e com menos 70 por cento de açúcar.

“A primeira produção esgotou. Metade foi vendida nos supermercados Continente e a outra metade numa cadeia norte-americana, a Central Market, no Texas.” Desde aí nunca mais pararam.

Apostaram sempre na inovação e nas rede sociais, onde se mantêm muito presentes e focados em continuar com a estratégia que delinearam. Partilham pelo menos quatro conteúdos por dia, fazem live streamings para interagir com seguidores e metem-se com as marcas concorrentes que admiram, como a Ben and Jerry’s.

“Adoramos os gelados deles, temos uma grande admiração pela marca e pelos valores que representam. E como acreditamos que há espaço para todos, gostamos de continuar a promovê-los, a falar deles, mas de forma divertida. As pessoas ficam curiosas e também gostam deste tipo de comunicação”, explicam.

Contudo, os portugueses não são o único público-alvo. Desde o início que se focaram em levar o produto para os Estados Unidos da América, para uma cadeia específica que vende produtos saudáveis, a Central Market. Foi também para o estado norte-americano que Diogo Valente viajou na semana passada para fazer ações de degustação. Num dos supermercados onde o empresário se encontrava a apresentar o produto, os gelados da Swee esgotaram em horas.

Num vídeo partilhado nas redes sociais, o jovem faz uma alusão a um momento que se tornou viral do jornalista José Rodrigues do Santos, quando noticiou que os ocupantes do Titan não tinham sobrevivido. “Esgotaram todos”, anunciava a Swee, demonstrando também o sucesso que a marca portuguesa tem feito além-fronteiras.

@swee.portugal

ESGOTARAM TODOS!

♬ som original – Swee

Os gelados são produzidos no norte de Portugal e pensados por Diogo e Tiago. Mas não estão sozinhos. “A parte de produção e logística está entregue a uma empresa externa e temos uma rede com cerca de 40 pessoas com experiência em diferentes áreas a quem pedimos conselhos quando temos dúvidas, ou queremos uma segunda opinião. Sabemos que não podemos fazer tudo sozinhos”, revelam.

Mas se nos últimos meses os gelados da Swee já foram um sucesso, o que podemos esperar nos próximos tempos? “A fasquia está elevada. Mas podemos adiantar que estamos a preparar o lançamento de um novo sabor que junta pistácio e framboesa. É algo inesperado, diferente do que já há no mercado e acreditámos que será a nova loucura”, adiantam os fundadores.

Até lá pode ficar-se pelos cinco sabores que têm deixado portugueses e norte-americanos rendidos: Tasty Caramel With Brownie Chunks, Chocolate Cake with Brownies, Date Night Fondue, Cookies N’ Screaming e o Cookies Doughn’t Stop.

Encontra-os na zona das sobremesas congeladas nos supermercados Continente, Auchan e El corte Inglés. Se preferir, pode também pedi-los através das plataformas de delivery. Cada embalagem tem 440 mililitros e custa 5,99€.

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