comida

Depois de um quiosque fechado por causa da pandemia, este casal abriu uma mercearia

No final do ano passado, contámos-lhe a história do espaço Torno & Companhia. Agora, os proprietários reinventaram-se.
Também vende artesanato.

Em dezembro de 2020, contámos-lhe a história do quiosque Torno & Companhia. Em junho de 2019, Ana e Ivan Santos abriram um espaço deste género no Centro Comercial das Palmeiras, em Oeiras. Lá, vendiam peças de artesanato feitas por si, em madeira.

Com a pandemia do novo coronavírus, o pagamento das rendas tornou-se incomportável e o encerramento permanente foi a única solução, ainda antes do primeiro desconfinamento. Passaram a vender as peças através do Instagram e do Facebook, negócio que ainda se mantém.

Nesse primeiro confinamento, o casal passou três meses numa casa de férias em Serpins, na Lousã. “Tirámos o maior partido da terra, cultivando desde tomates, pepinos, alfaces, batatas, cenouras, favas, ervilhas, entre outros. E pensámos que seria uma excelente ideia, após pandemia, reavivarmos as pessoas, acerca das nossas raízes, do nosso cultivo, dos produtos que estão a ficar esquecidos no tempo, mas que são de excelente qualidade”, conta-nos Ana Santos.

No dia 1 de abril de 2021, abriram a Mercearia com Arte. Fica na loja 3 do número 28A, da Rua Luís de Camões, em Sassoeiros, mesmo ao lado de Oeiras. A loja funciona como uma mercearia tradicional, mas também tem uma zona de venda de arte.

Abre de terça a sexta-feira, entre as 9 e as 20 horas, e sábados e domingos, das 9 às 19 horas. Os preços variam muito. Começam nos 0,10€ e são para “todos os níveis económicos”.

Por lá encontra guloseimas, areias de Cascais, broas de mel com nozes, frutos secos, pão, empadas, bolos à fatia, frutas e legumes frescos, enchidos da Lousã, queijos, compotas, mel, vinhos, sabonetes, artesanato, e muito mais.

“O nosso conceito é trazer todo o produto 100 por cento português, a casa de cada um, permitindo que todas as pessoas, com baixo ou alto poder económico, possam adquirir ou consumir produtos de qualidade, feitos artesanalmente, ajudando o pequeno produtor e artesão, que se encontra esquecido, ou desconhecido, na sua localidade.”

Existem ainda cabazes personalizados, entregues através de um serviço próprio, mas também de uma transportadora para todo o País e Europa. Há ainda azeite da Lousã, vindo diretamente do lagar, conservas, bombocas, ovos, e caracóis prontos a comer aos fins de semana.

MAIS HISTÓRIAS DE OEIRAS

AGENDA