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Degustações, chefs e masterclasses: o grande festival da gastronomia chega a Oeiras

O Congresso de Cozinha regressa aos Jardins do Marquês de Pombal com dezenas de convidados e um programa dedicado ao mar.

Os Jardins do Marquês de Pombal voltam a receber o Congresso de Cozinha, que regressa a Oeiras para a 22.ª edição nos dias 27 e 28 de setembro. Durante dois dias, chefes de cozinha, pasteleiros, profissionais de sala, restauradores, produtores, investigadores, historiadores e jornalistas juntam-se ao público para um programa com masterclasses, debates, apresentações e degustações. O bilhete inclui almoços e provas preparadas pelos chefes convidados, entre os quais Aitor Arregi e Nuno Mendes.

O Congresso nasceu em 2005, pela mão das Edições do Gosto, com o nome de Congresso dos Cozinheiros, e esta é a segunda vez que o evento ocupa os Jardins do Marquês de Pombal. O regresso a este espaço oferece “a possibilidade de explorar novas abordagens e oferecer a quem nos visita uma nova possibilidade de interagir com os seus pares e de aprender mais sobre os temas lançados anualmente”, afirma a organização. Em edições anteriores, o Congresso realizou-se nos Nirvana Studios. Ao longo de vinte edições, passaram pelo palco nomes como Alex Atala, do D.O.M., em São Paulo, Dabiz Muñoz, do DiverXO, em Madrid, Andoni Luis Aduriz, do Mugaritz, no País Basco, e José Avillez, do Belcanto, em Lisboa. 

A organização estima receber, este ano, 1.250 visitantes, sendo que o tema central desta edição de 2026 é o mar. “Sendo a gastronomia o ponto de encontro entre território, cultura e produto, somos levados a questionar: que paisagens e recursos moldam aquilo que chega ao prato? O mar surge como origem e inspiração, um ecossistema vasto que influencia sabores, técnicas e identidades gastronómicas. Mais do que fonte de ingredientes, é também um sistema frágil que exige equilíbrio e responsabilidade entre exploração e preservação”, explica a organização à NiO. Marrocos é o país convidado desta edição, com demonstrações de chefes marroquinos que apresentam uma cozinha marcada pela diversidade, pelo património e pela hospitalidade.

Ao longo dos dois dias, intervenções, degustações, demonstrações, música e instalações artísticas distribuem-se por sete espaços: o Palco Manja, reservado às intervenções de maior destaque, o Palco Produto, dedicado a demonstrações gastronómicas, o Palco Música/Nós As Pessoas, onde decorrem conversas e atuações musicais, o Palco Degustações, onde os chefes convidados preparam mini-doses dos pratos que servem nos seus restaurantes, o Palco Coletivo, centrado na agricultura regenerativa, a Área de Exposição, dedicada às marcas patrocinadoras, e a Área Exterior, com propostas de alimentação e outras intervenções culturais e artísticas.

Entre os nomes internacionais confirmados estão Aitor Arregi, do Elkano, com uma estrela Michelin, que fala sobre paisagem culinária, Iñigo Lavado, do Itzulir, também com uma estrela Michelin, que traz o tema do regresso à origem, Pepe Solla, da Casa Solla, com uma estrela Michelin, e o jornalista gastronómico espanhol Juan Manuel Bellver.

Do lado português, sobem ao Palco Manja Nuno Mendes, do Santa Joana e da Cozinha das Flores, Vítor Matos e Hugo Rocha, do Oculto, com uma estrela Michelin, que discutem a herança e o futuro da pesca na gastronomia, Gil Fernandes, da Fortaleza do Guincho, com uma estrela Michelin, que fala sobre o mundo das algas, Rui Silvestre, do Fifty Seconds, com duas estrelas Michelin, Francisco Quintas, do Largo do Paço, com uma estrela Michelin, Filipe Carvalho, do JNcQUOI Table, Paulo Morais, do Kanazawa, com uma estrela Michelin, António e Isabel Loureiro, d’A Cozinha, com uma estrela Michelin, que apresentam um restaurante sustentável, Afonso Dantas, da Cozinha do Paço, com uma estrela Michelin, e Leandro Carreira, do Barbela, que orienta uma masterclass sobre maturação de peixe.

O Palco Produto reúne, entre outros, Rui Batista, do Latitude, no Pico, que apresenta as algas dos Açores, Rafael Cardoso e Carla Spironelo, do Do Rabo ao Focinho, que questionam o paradoxo da tradição nas conservas portuguesas, Ana Costa, do Cusco Bar, no Hilton Porto Gaia, Ana Sofia Macedo, da Vinha, com uma estrela Michelin, Angélica Salvador, do IN Diferente, com uma estrela Michelin, João Vitorino, do Ikigai Omakase, que fala sobre a sazonalidade do peixe, Marco Almeida, do Palco, em Coimbra, que propõe um percurso gastronómico pela região Centro, e Francesco Ogliari e Marisa Tiago, do Tua Madre, que levam o mar ao interior alentejano. Completam este palco Louise Bourrat, do Gancho e do Mammarua, Diogo Caetano, do Terruja, Francisca Dias, do Esteva, e Rafaela Ferreira.

No Palco Degustações, os visitantes podem provar pratos assinados por Bruno Antunes, do Santa Joana, Alexandra Sarabanda, do Voz Gastrobar, Vânia Jarimba, do Magma, Daniel Leal, da Nougat Pâtisserie, que apresenta o Melhor Croissant à Moda do Porto 2026, Katya Plotnikova, do Borboleta e Tini Mini, com um tártaro de robalo, Helena Castro e João Araújo, do Cambo, com um prato dedicado ao Alto Minho, Alexandre Cabrita, do Preceito, com bacalhau e feijoada, além de Caroline Giandalia, do Gruta, Inês Silva Azevedo, do Lamina, e Alana Mostachio, do Arandu.

Já o Palco Nós As Pessoas recebe conversas sobre o setor. André Fragoeiro e João Marreiros, do Loki, discutem o corpo ao serviço da restauração, António Lobo Xavier, do Polémico, questiona que cozinha querem construir as novas gerações, e João Dantas Carneiro, do Ato, com Lizandra Almeida, do Pils, refletem sobre a cozinha como ato de alimentação. No Palco Coletivo, Diogo Freitas, do Audax, e Júlio Pereira, do Kampo, ambos no Funchal, partilham a experiência de gerir um restaurante na Madeira, ao lado de Octávio Freitas, do Desarma, que apresenta o bioma madeirense, e da herbalista Fernanda Botelho, que fala sobre foraging e as plantas comuns junto ao mar.

O programa inclui ainda dois jantares especiais: um com Marlene Vieira e uma chefe marroquina convidada e outro com João Sá e Rodolfo Vilar, do Projeto A.MAR. A 28 de setembro é também anunciado o vencedor do concurso Melhor Pastel de Nata, criado em 2009 para promover um dos maiores clássicos da doçaria portuguesa. Entre os concorrentes está a Pastelaria Tinoco, de Oeiras.

A campanha early bird decorre até 31 de agosto. Até essa data, o bilhete de um dia custa 45€ e o passe para os dois dias custa 65€, com todas as degustações incluídas. A partir de 1 de setembro, os preços passam para 60€ e 100€, respetivamente.

Os estudantes de hotelaria têm ainda acesso a uma tarifa reduzida: 20€ para um dia e 40€ para os dois dias.

Carregue na galeria para ver imagens da edição de 2025 do evento.

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