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De barbeiro a craque do ramen: foi aprender tudo ao Japão e abriu um restaurante em Oeiras

Herdou o ofício do pai e do avô, mas trocou as tesouras por uma academia japonesa. Há um ano, abriu o Misty Ramen, na Cruz Quebrada.

Em frente ao Aquário Vasco da Gama, na Cruz Quebrada, fica um pequeno restaurante com sabores que Rui Banza foi aprender a milhares de quilómetros de distância, no Japão. O Misty Ramen abriu há cerca de um ano, depois de o antigo barbeiro passar meses numa academia japonesa e alguns anos a testar receitas na cozinha de casa.

Rui Miguel Silva Banza, de 51 anos, era barbeiro havia décadas e estava à frente da Banza, uma barbearia em Almada que herdou do pai e do avô, ambos também do ofício. O rumo começou a mudar durante uma viagem de turismo ao Japão, quando provou ramen pela primeira vez numa casa especializada. Gostou tanto que, quando regressou a Portugal, começou a ver vídeos no YouTube para perceber melhor como se fazia o prato.

Na terceira viagem ao Japão, decidiu levar a curiosidade mais longe. Passou dois meses na Ishizuka Academy, onde teve um professor que lhe ensinou o que hoje sabe sobre ramen. “Tive sorte com a pessoa que conheci lá. Percebia mesmo de ramen a sério e transmitiu-me a sabedoria”, conta.

Antes de pensar num restaurante, passou dois ou três anos a preparar ramen na cozinha de casa. Começou por servir os amigos e depois passou a vender para fora, até ultrapassar as 2000 tigelas. A procura convenceu-o a avançar com um espaço próprio, com a irmã como sócia, e o Misty Ramen abriu a 17 de agosto de 2025.

Hoje, a equipa é formada por três funcionários, de nacionalidade peruana, nepalesa e portuguesa. O restaurante tem 16 lugares na esplanada, oito no interior e mais dois ao balcão. Já o nome Misty nasceu da palavra inglesa para mistério, numa referência aos ingredientes que Rui Banza considera secretos no caldo.

 
 
 
 
 
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O prato mais pedido é o Tan Tan Men Especial (16,5€), preparado com barriga de porco marinada (chashu). A carta inclui ainda o Tan Tan Men Original (15€), uma versão júnior (12,5€), Miso Ramen (14,5€), Spicy Miso (15€) e Shoyu (14,5€). Para quem prefere ramen sem caldo, existe o Mazesoba (16,5€), além de opções vegetarianas entre 14,5€ e 15,5€.

Antes do ramen, podem chegar à mesa gyozas de porco ou vegetarianas (7,5€ por seis unidades), camarões panados (10€), frango karage (8€) ou edamame com flor de sal (3,5€). Para terminar, há cheesecake de limão e gengibre e lingote de pistachio, ambos a 6,5€, além de mochi (3€).

Entre os sabores da casa, Rui Banza tem um favorito: o Miso, feito com a pasta fermentada de soja que dá nome e sabor ao caldo. Já o Mazé Soba, servido sem caldo e com a massa envolvida num molho mais intenso, é a mais recente novidade da carta e já conquistou clientes habituais. 

Mesmo depois de abrir o restaurante, Rui Banza voltou ao Japão para aprofundar os conhecimentos. Desta vez, teve cinco dias de aulas sobre cultura e gastronomia japonesa com o sensei Fábio, na sede da Ishizuka Academy. “Foi um curso espetacular. Lá percebem mesmo daquilo a sério”, diz.

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