Há restaurantes que fazem parte da memória coletiva e, em Paço de Arcos, A Casinha é um deles. Abriu portas em 1997 pela mão de Manuel Taborda, um oeirense hoje com 54 anos, começou como snack-bar e acabou por se afirmar como casa de cozinha portuguesa com serviço completo. Após um interregno de cerca de dois meses, o espaço voltou a abrir com nova gerência, pratos renovados e dias temáticos que prometem dar outro ritmo aos almoços da semana.
O restaurante reabriu a 8 de janeiro pelas mãos de Vanessa Ferreira. “Sempre trabalhei na área da restauração, no atendimento e há muito tempo que queria algo meu. Quando andava à procura encontrei este espaço que curiosamente fica uma rua à frente onde o meu pai nasceu”, conta a empresária de 34 anos.
O espaço era conhecido pela gastronomia portuguesa e, por isso, Vanessa decidiu manter a tradição que continua a encher a casa. “Decidi manter os pratos tradicionais e adicionar algumas experiências novas”, reafirma. A Casinha serve apenas almoços e, durante a semana, “apenas pratos portugueses” como jaquinzinhos com arroz de tomate, pato assado com vinho e laranja, pernil assado no forno, feijoada, polvo à lagareiro, feijoada de choco ou grelhados de carne mirandesa, como naco, bifinhos de frango, tiras de porco com batata frita ou arroz e salada.
“Às terças e quintas-feiras os pratos são sempre diferentes, nunca são fixos e por isso não temos um menu definido, sendo que os preços variam entre os 15,50€ e os 16,50€. Só há dois dias na semana que são pratos fixos, porque resultam muito bem”, explica.
As quartas e sextas-feiras são especiais na A Casinha e os pratos têm sido um sucesso. O arroz de lingueirão (16,50€) é o bestseller das quartas-feiras. “É feito da forma tradicional, mas depois tem um apontamento de limão para ser mais fresco e diferente”. Às sextas-feiras, o arroz de cabidela (15,80€) assume o protagonismo.
Ao fim de semana, o espaço propõe uma viagem gastronómica aos clientes. Ao sábado, o dia é dedicado a “África à mesa, com moamba de galinha com funge (16,70€), cachupa (16,90€) e moqueca de camarão (18,50€). “São todos feitos da forma tradicional, não levam nenhum ingrediente diferente”, garante.
Ao domingo, o destaque vai para o cozido à portuguesa, também feito de forma tradicional, servido à dose (25€) e meia dose (13,90€). “Pomos músicas de ambiente para ser uma experiência mais imersiva, semba aos sábados e fado, aos domingos”, acrescenta. O espaço tem capacidade para cerca de 18 pessoas no interior e cerca de 10 na esplanada.
Em 2022, A Casinha foi distinguida com a Medalha Municipal de Mérito, no grau cobre, “por atos e serviços praticados de particular relevo no âmbito do município e do País”. Segundo a autarquia, a condecoração visou galardoar pessoas singulares ou coletivas que se distingam pelo seu contributo significativo no campo social, cultural, económico, humanitário, desportivo ou outro, cuja importância notável mereça reconhecimento público.

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