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Chegou a primeira banoffeeria de Oeiras (e há muito mais do que banana)

Há versões com pistácio, morango, lima, Nutella e até goiabada. A nova loja já vende mais de 100 fatias por dia.

Bolacha esmagada no fundo, doce de leite artesanal, rodelas de banana e chantilly. A cobertura só chega no último momento, quando o cliente escolhe entre canela, como manda a receita original, cacau em pó ou biscoito speculoos. Até lá, a banoffee clássica fica branca na vitrine, à espera do toque final. O paraíso de qualquer obcecado por banoffee chegou ao piso 3 do Oeiras Parque e chama-se, lá está, Banoffee & Co.

O balcão começou a funcionar a 15 de setembro e a inauguração oficial aconteceu na sexta-feira, 18. Ao fim de pouco mais de uma semana, Breno Cruz, de 40 anos, já fez as contas: vendeu, em média, mais de 100 fatias por dia, o equivalente a nove tartes inteiras, sem contar com os copos, as empadas e as bebidas. “Superou [as expectativas]. A demanda num centro comercial é muito maior. E a marca tem tudo a ver com Oeiras”, diz à NiO.

A banoffee nasceu em Inglaterra nos anos 70, criada por um chef inglês. O nome resulta da junção de banana e toffee, que significa caramelo e não café, como muitos clientes pensam. A receita original leva uma base de bolacha, caramelo, banana e chantilly. “O que o brasileiro fez foi trocar o caramelo pelo doce de leite”, explica Breno. É essa versão brasileira que se serve no Banoffee & Co.

Apesar do nome, nem todas as tartes levam banana. “Muita gente acha que tudo é de banana”, conta. O que têm em comum é a construção em camadas, sempre a partir de uma base. A Limonoffee, por exemplo, junta bolacha, mousse de lima, ganache de lima e raspas de lima.

Entre as mais pedidas estão a banoffee clássica (4,50€), a Crocanoffee (5,50€) e a Pistachionoffee (5,50€), com pistácio. A Banomilk, a Banotella e a Uvanoffee, com uva, custam 4,50€ por fatia. Já a Duonoffee, com chocolate, a Morangoffee e a Morangotella, ambas com morango, a Choconoffee, a Bisconoffee, a Maracujanoffee, com maracujá, e a Cheesenoffee de morango custam 5,50€. A Limonoffee, ao mesmo preço, junta mousse de lima, ganache de lima e raspas de lima sobre a base de bolacha.

Também há sabores que mudam ao longo do ano. No verão, o casal lançou a Pink Lemonade (5,50€), feita com mousse de lima, mousse de frutos vermelhos e geleia de frutos vermelhos. Está agora em teste uma Romeu e Julieta (5,50€), com goiabada e creme de queijo, uma combinação clássica no Brasil. Para o outono, já pensam numa receita com abóbora.

Quem preferir comer pelo caminho pode levar as mesmas camadas, mas desconstruídas num copo. A banoffee clássica e a Uvanoffee custam 6€, a Morangoffee e a Bisconoffee Vegan 7€ e a Morangotella 7,50€. Para quem quiser trocar os doces por algo salgado, há empadas de frango, queijo e fiambre e atum (2,80€), além de camarão (2,99€). Qualquer fatia pode ainda levar uma cobertura extra por 1€.

 
 
 
 
 
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Uma publicação partilhada por Banoffee & Co. – 1.ª Banoffeeria da Europa (@banoffeeandco.pt)

Nem Breno nem Cristiana, também de 40 anos, trabalhavam com pastelaria. No Brasil, Breno formou-se em Direito na Unidade de Ensino Superior Dom Bosco, em São Luís, e fez uma pós-graduação em Direito Socioambiental na PUC do Paraná. Advogou durante 15 anos, trabalhou para o governo do Maranhão e foi acumulando negócios em paralelo. Em 2011, lançou uma plataforma de venda de bilhetes online. Mais tarde, abriu um restaurante de sushi, que continua a funcionar com o antigo sócio, e até teve uma loja de gravatas.

A mudança para Portugal era um plano antigo, mas a pandemia acabou por adiá-lo. “Viemos atrás de qualidade de vida, mais segurança, criar um filho num ambiente mais saudável.” Breno chegou sozinho no final de agosto de 2021. Três meses depois, já com casa alugada, juntaram-se a ele Cristiana e o filho, que tinha então quatro anos. A família já tinha cidadania portuguesa.

Por cá, Breno começou por ajudar um amigo que tinha aberto um restaurante. Depois fez entregas, trabalhou numa cozinha e como motorista de TVDE. Passou ainda um ano num escritório de advogados com clientes russos. “É uma área que nunca me fez 100 por cento feliz. Sempre gostei de ter negócios, de abrir coisas.”

Cristiana é publicitária, teve uma gráfica no Brasil e é também a responsável pela receita que acabaria por dar origem ao negócio. Quando decidiram criar um projeto juntos, começaram por pensar em algo dirigido aos miúdos. Foi então que ela sugeriu abrir uma banoffeeria, um conceito já popular no Brasil. Uma das inspirações foi a Nanica, cadeia brasileira especializada na sobremesa que, segundo Breno, tem mais de 70 lojas.

O casal começou a pesquisar o mercado, incluindo em Londres, e não encontrou nenhuma casa especializada em banoffee na Europa. A sobremesa aparecia nos menus de pubs, mas nunca como protagonista. Foi daí que nasceu o slogan da marca. Cristiana já preparava banoffee há vários anos para os jantares de família. “Na altura não era uma banoffee para vender. Esteticamente não era bonita. O que fizemos foi foi transformá-la numa banoffee mais vistosa, mas é a mesma receita.”

Hoje, é ela quem prepara tudo de raiz na cozinha da loja da Mouraria, enquanto Breno trata da logística. O espaço do Largo das Olarias, perto da Graça e do Castelo de São Jorge, abriu ao público a 23 de março, depois de vários adiamentos.

A inauguração esteve inicialmente prevista para outubro de 2025 e, depois, para janeiro, mas as obras atrasaram. Em fevereiro, Breno teve de viajar para o Brasil, onde o pai estava doente, e Cristiana começou a trabalhar sozinha, apenas com entregas. O pai de Breno, que acompanhava o projeto à distância, morreu antes da inauguração. A mãe vive hoje com a família em Portugal. “Foi um projeto que eu fiz em conjunto com o meu pai. É como se fosse um filho.”

As entregas estavam a correr bem, mas havia um problema: chegar à loja da Mouraria implica subir escadas, o que afastava quem queria simplesmente passar por lá para provar uma fatia. O casal decidiu então manter o espaço, transformando-o também numa fábrica e centro de distribuição, e procurar locais com maior movimento. Enviaram emails para vários centros comerciais. Alguns não responderam, outros recusaram a proposta. O Oeiras Parque foi o único a abrir as portas, numa altura em que procurava aumentar a oferta de sobremesas. Até então, quem procurava um doce no centro comercial encontrava sobretudo gelados e açaí.

A negociação avançou rapidamente e o Oeiras Parque acabou por criar um espaço especialmente para a banoffeeria. A ideia é continuar a abrir lojas próprias em centros comerciais e, mais tarde, transformar a marca num franchising.

Por enquanto, Breno e Cristiana têm uma ambição mais imediata. “O nosso grande desafio, desde o início, é tornar a banoffee tão conhecida como a cheesecake”, remata.

Carregue na galeria para conhecer as tartes do Banoffee & Co.

FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    Quiosque S18, Av Antonio Bernardo Cabral de Macedo, Centro comercial Oeiras Parque, Piso 3
    2070-219 Paço de Arcos
  • CONTACTOS
  • HORÁRIO
  • Todos os dias, das 12h às 23h
PREÇO MÉDIO
Menos de 10€

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